

Nesta exposição, eu transformo o Porsche Penske 963 em uma tela viva, onde grafite, manchas e traços de rua se misturam ao design automotivo. Meu objetivo é fazer o graffiti encontrar o motorsport e mostrar como a estética crua da rua pode ocupar novos territórios. Cada obra leva a linguagem urbana para um carro de corrida solta, imperfeita e verdadeira criando um diálogo entre duas culturas que sempre fizeram parte da minha vida. Contemplado pela Lei Aldir Blanc, este projeto marcou o fim do meu ciclo como ilustrador digital e o início de outro: a fotografia. Foi graças ao lucro dessa exposição que consegui comprar minha câmera e começar a trilhar meu caminho no universo do motorsport, levando comigo o mesmo olhar artístico que nasceu das ruas.

A obra que fecha o ciclo onde tudo começou. é minha homenagem ao coletivo que abriu minhas portas para a arte urbana. O carro vira manifesto: traços soltos, cores diretas e a energia crua do grafite que aprendi na rua. É identidade, pertencimento e gratidão convertidos em pintura.
OTRONIAP 963

Aqui, a acessibilidade vira estética e discurso. Símbolos de deficiência, cores pulsantes e a frase “Somos Únicos” grafitada É a junção de força, diversidade e presença. Uma obra que afirma que a rua, a arte e o mundo são para todos e que cada corpo carrega sua potência.
unique 963

Um mergulho no berço do graffiti: a tag. O carro é coberto por assinaturas, marcas rápidas, identidades urbanas sobrepostas. É rua pura, sem filtro, sem ordem. Um carro que vira muro e carrega o peso e a vibração de quem já deixou muitos nomes espalhados por aí.
tagstrom 963

O caos do grafite em sua melhor forma. Estilos diferentes chocando, manchas explodindo, camadas se atropelando. Nada tenta ser perfeito tudo tenta ser vivo. É o graffiti no estado bruto, onde o carro vira campo de batalha criativa e cada traço grita ao mesmo tempo.
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Uma explosão direta do espírito urbano sobre o Porsche 963. A tela mistura letras largas, respingos, fumaça de spray e traços rápidos que lembram o trânsito visual das ruas. O carro aparece como se tivesse sido pintado no próprio asfalto, cercado por marcas, símbolos e intervenções que carregam a energia do grafite cru. O amarelo estourado contra o preto e o cinza cria impacto imediato — barulho visual, movimento, velocidade. É graffiti em estado de combustão, onde a máquina vira mural e a rua vira motor.
